INTRODUÇÂO Um dos maiores fen?menos de expans?o nessa d?cada ? sem d?vida a Internet. Essa rede que interliga computadores em todo o mundo, tem contribuido no tocante ao acesso r?pido e objetivo ? informa??es e ao mesmo tempo revolucionado o comportamento e os h?bitos dos usu?rios. ? importante verificar no entanto, que um tipo de empresa tem a importante fun??o de disponibilizar o acesso aos recursos da ?Grande Rede? aos usu?rios finais. Esse tipo de empresa, ? t?cnicamente e popularmente conhecido conhecido como Provedor de Acesso ? Internet ou ISP (Internet Service Provider). Este trabalho tece considera??es e procura explicar os principais conceitos relacionados aos provedores de acesso, bem como, os requisitos necess?rios para a implanta??o desse tipo de empresa. No cap?tulo 1, s?o apresentados os principais conceitos relacionados ? Internet e a ISPs. Nesse cap?tulo, s?o esclarecidos conceitos sobre Conex?es, Formas de Acesso e os principais servi?os oferecidos pelos provedores de acesso. O cap?tulo 2 apresenta considera??es sobre a utiliza??o e obten??o de nomes de dom?nios e endere?os IP. No cap?tulo 3, verifica-se uma descri??o dos aspectos de hardware relacionados aos provedores de acesso. Assim, s?o colocados os principais equipamentos utilizados por um provedor de acesso, bem como, acrescentado dicas para determinar uma configura??o ideal para alguns tipos de equipamentos. No cap?tulo 4 ? discutido a quest?o do software utilizado em um provedor. Nesse cap?tulo ? apresentado os conceitos e figuras dos principais softwares que devem ser utilizados. O cap?tulo 5 tece considera??es sobre aspectos gerais de um provedor de acessos ? Internet. Esses aspectos incluem legaliza??o, problemas enfrentados, custos e benef?cios e ao final, apresenta novas tecnologias utilizadas para prover acesso ? Internet. 1. CONCEITOS GERAIS H? alguns anos, a Internet destinava-se aos t?cnicos, graduado em ci?ncia da computa??o e professores universit?rios, composta de comandos dif?ceis de usar, oriundos do sistema operacional Unix. As conex?es eram dif?ceis de serem estabelecidas e mantidas, e era necess?rio aprender uma nova e misteriosa linguagem para navegar pelo sistema. Depois, quando os browsers gr?ficos para a WWW foram desenvolvidos, tudo mudou como da noite para o dia. A Internet passou de um meio baseado apenas em caracteres para um meio em que voc? s? precisa apontar e dar um clique. No momento, as informa??es est?o a apenas um clique de dist?ncia, e milhares de empresas, juntamente com milh?es de pessoas em todo o mundo est?o entrando para a Web. 1.1 HIST?RIA DA INTERNET Talvez voc? j? tenha ouvido falar da Internet como a ?rede das redes? ou como ?a maior rede do mundo?. Embora essas afirma??es sejam verdadeiras, elas n?o fornecem uma indica??o precisa a respeito do tamanho verdadeiro da Internet. A Internet foi estabelecida h? mais de 25 anos para atender ?s necessidades de pesquisa da ind?stria militar norte-americana, para depois expandir-se em uma rede global imensa envolvendo universidades, pesquisadores acad?micos, ag?ncias governamentais e interesses comerciais nos Estados Unidos e mais de 100 outros pa?ses. E por incr?vel que pare?a, ningu?m ? dono ou controla a Internet, e nenhuma organiza??o paga todos os custos; n?o existe uma ?Companhia Internet?. A Internet existe como resultado de uma coopera??o entre milhares de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro, trabalhando em diversos ambientes de inform?tica e outras organiza??es. Ela nunca fecha ou tira f?rias, principalmente devido ? sua estrutura descentralizada, e ? hoje em dia confi?vel e previs?vel. Servidores individuais podem fechar para atualiza??o ou mudan?a de hardware, mas a rede nunca deixa de estar dispon?vel ou ? interrompida. Um protocolo de comunica??es chamado TCP/IP (Protocolo de Controle de Transmiss?o/Protocolo Internet) foi desenvolvido e, em 1983, tornou-se o protocolo padr?o de comunica??o na Internet. O projeto do TCP/IP foi um feito consider?vel, solucionando muitos problemas de comunica??o nada triviais; um tributo ? perspic?cia dos projetistas originais est? no fato de que at? hoje ? usado mundialmente. Durante os anos 80, muitas outras redes de computadores foram se ligando na Internet. Muitas delas usavam a Ethernet e muitas usavam uma ou outra varia??o do sistema operacional Unix ? quase sempre o BSD Unix, que inclu?a um software para rede IP. No lado da hist?ria do software, temos que voltar a 1989, quando Tim Berners-Lee, um pesquisador do European Particle Research Center ? CERN, na Su??a, e seus cooperadores propuseram uma maneira de formatar documentos de modo que estes pudessem ser facilmente transmitidos, exibidos e impressos em quase qualquer tipo de computador em uma rede. Berners-Lee inventou tamb?m a express?o World Wide Web (WWW) para descrever o resultado do seu trabalho, embora ela seja geralmente simplificada para ?the Web? (a grande rede ou teia). 1.2 HTML E HTTP A proposta de Berners-Lee consistiu de duas partes separadas, por?m muitos relacionadas: - A linguagem HTML, Hypertext Markup Language, para formata??o de documentos - O protocolo HTTP, Hypertext Transfer Protocol, para transmitir os documentos de um computador para outro. O HTML n?o apenas permitiu formatar documentos de um modo atraente de ver e imprimir, mas tamb?m permitiu que esses documentos contivessem links (v?nculos) de hipertexto com outros computadores na Internet. 1.3 CONEX?ES 1.3.1 Conex?o discada ou Linha Privada (LP) O tipo mais simples de conex?o com a Internet ? por meio de uma conex?o discada, algumas vezes chamada tamb?m de conex?o a pedido, que pode ocorrer por meio de um modem convencional ou de um sistema digital. Uma ?linha alugada?, tamb?m conhecida como linha dedicado, por outro lado, est? sempre dispon?vel e pode ser udtielizdaicdaadapoorumcoirdceumito, ISDN e v?rios outros tipos de circuitos de comunica??o. Esses circuitos apresentam uma largura de banda entre 56 Kbps e at? quase 45 Mbps; ? desnecess?rio dizer que o pre?o do servi?o sobe de acordo com a largura de banda. 1.3.2 Modem, SLIP ou PPP Muitos usu?rios de Web come?am suas explora??es usando um PC e uma conex?o de discagem com modems do tipo V.32 bis ou V.42 de 14,4 Kbps ou V.34 de 28,8 Kbps. Esses n?meros referem-se aos padr?es definidos pela International Telecommunications Union (ITU), uma organiza??o abrangente das Na??es Unidas (ONU) que desenvolve e padroniza as telecomunica??es no mundo todo. A ITU engloba tamb?m o CCITT (Comite Consultatif Internationale de T?l?phonie et de T?l?graphie), al?m de v?rias outras organiza??es relacionadas. 1.3.3 Modem V.32 Um modem V.32 bis (o bis indica que o padr?o original ITU ou CCITT foi modificado e agora cont?m uma alternativa ou uma extens?o do padr?o inicial) pode ser usado em linhas de discagem de dois fios ou linhas alugadas de dois ou quatros fios. O padr?o V.32 inclui tamb?m t?cnicas de corre??o de erro por modula??o trellis-codificada. O padr?o original era para 9600 baud, com um fallback (redu??o autom?tica, se necess?rio) para 4800; o padr?o bis ampliou os valores para 12,0 e 14,4 Kbps. 1.3.4 Padr?o V.42 O padr?o V.42 n?o se refere a um modem propriamente, mas a uma t?cnica de corre??o de erros. O V.42 utiliza o LPA-M (Link Access Procedure Modem) como protocolo de corre??o de erros prim?rio e o MNP (Microcom Networking Protocol) classes 2 a 4 como protocolo alternativo. Uma extens?o deste padr?o, conhecida por V.42 bis, acrescenta a t?cnica de compress?o de dados Lempel-Zif da British Telecom, capaz de obter uma compress?o de 3,5 para 1. 1.3.5 Padr?o V.34 O padr?o CCITT V.34 define um modem de 28,8 Kbps para ser usada em linhas discadas com t?cnicas Trellis-codificadas e outras t?cnicas de compress?o de dados avan?adas para a impulsionar a velocidade de transfer?ncia al?m da taxa nominal de 28,8 Kbps; quando a compress?o V.42 bis ? acrescentada, teoricamente ? poss?vel chegar a taxas de transfer?ncia de dados de at? 115,2 Kbps. 1.3.6 SLIP O protocolo Internet de linha serial SLIP, ou Serial Line Internet Protocol, ? usado para executar o protocolo IP em conex?es telef?nicas usando os modem descritos nos par?grafos anteriores. O SLIP permite estabelecer uma conex?o direta, por?m tempor?ria, com a Internet, durante a qual o seu computado fica como que um computador host, como se ele fosse a porta na rede do host. 1.3.7 PPP O protocolo ponto a ponto PPP, ou Point-to-Point Protocol, ? semelhante ao SLIP no sentido de que pode estabelecer uma conex?o direta, por?m tempor?ria, com a Internet usando um modem e uma linha telef?nica. O PPP propicia tamb?m conex?es de roteador para roteador, host para roteador e host para host, bem como um m?todo autom?tico de atribuir um endere?o IP de modo que usu?rios m?veis possam se conectar ? rede em qualquer ponto. 1.3.8 ISDN O ISDN ? um servi?o totalmente digital capaz de transmitir digitalmente dados codificados, voz, v?deo e outros sinais na mesma linha. O ISDN j? ? popular na Europa h? muitos anos: nos Estados Unidos est? ganhando terreno e ainda n?o est? dispon?vel em todas as ?reas. N?o ? necess?rio nenhum fio especial para o ISDN; ele utiliza os pares de fios de cobre tran?ados do sistema telef?nico normal. Entretanto, requer um dispositivo especial que faz a interface entre o servidor Web e o sistema ISDN. Esse dispositivo ? conhecido como adaptador de terminal (TA) ou como modem ISDN e permite conectar equipamento anal?gico normal, como telefones e m?quinas de fax ao sistema ISDN. O ISDN encontra-se dispon?vel de duas maneiras: - BRI ou Basic Rate ISDN, que propicia 3 canais. Dois s?o canais B de 64 Kbps (ou portadores) e um terceiro de 16 Kbps D (ou de dados) que realizam a inicializa??o da chamada e o transporte dos dados entre os seus dispositivos ISDN e a companhia telef?nica. Em uma linha BRI, pode-se fazer duas chamadas separadas para dois locais diferentes ao mesmo tempo, ou pode-se combinar os dois canais para conseguir velocidades de transfer?ncia de dados de 128 Kbps. - PRI, ou Primary Rate ISDN, que propicia 23 canais B de 64 Kbps e um canal D de 64 Kbps numa largura de banda total de 1,544 Mbps. Na maioria das ?reas, uma linha PRI ? muito mais barata que o equivalente n?mero de linhas BRI. 1.4 FORMAS DE ACESSO Para velocidades de acesso de 64 Kbps at? 256 Kbps a conex?o dedicada ?s portas da Rede Internet Via EMBRATEL ? efetuada por meio de redes de transporte atrav?s dos protocolos X.25 e Frame Relay. J? para velocidades de acesso de 512 Kbps at? 2 Mbps a conex?o ? realizada por circuitos diretos nas portas dos roteadores, por meio dos protocolos PPP ou HDLC. Aten??o: Atualmente todas as novas conex?es est?o sendo feitas exclusivamente utilizando os protocolos PPP ou HDLC, independente da velocidade de acesso. As redes ainda interligadas atrav?s dos protocolos X.25 e Frame Relay est?o sendo migradas para PPP ou HDLC. 1.4.1 Caracter?sticas da Conex?o X.25 A conex?o X.25 ? implementada atrav?s da cria??o de CVPs - Circuitos Virtuais Permanentes atrav?s da rede RENPAC, interligando o equipamento do Cliente a uma porta compartilhada no roteador da EMBRATEL. A velocidades de acesso, nesta conex?o, est? limitada em 64 Kbps. Para utilizar o servi?o IP Direto/X.25 ? necess?rio que o equipamento de comunica??o de dados (computador ou roteador) do Cliente suporte conex?o IP atrav?s de X.25 vers?o 84/88, implemente CVP e seja compat?vel com a Request For Comments - RFC 1356 (padr?o Internet). 1.4.2 Caracter?sticas da Conex?o Frame Relay A conex?o Frame Relay ? oferecida para velocidades de acesso que v?o de 64 Kbps at? 256 Kbps, atrav?s de um canal l?gico que interliga o equipamento do Cliente a uma porta compartilhada no roteador da EMBRATEL. Para utilizar o servi?o IP Direto/Frame Relay ? necess?rio que o equipamento de comunica??o de dados (computador ou roteador) do Cliente suporte conex?o IP atrav?s de Frame Relay e seja compat?vel com a RFC 1490 (padr?o Internet). 1.4.3 Caracter?sticas da Conex?o PPP-HDLC A conex?o PPP-HDLC ? implementada atrav?s do uso de circuito dedicado (linha privativa) interligando o equipamento do Cliente a uma porta exclusiva no roteador da EMBRATEL. Para utilizar o servi?o IP Direto/PPP-HDLC ? necess?rio que o equipamento de comunica??o de dados (computador ou roteador) do Cliente suporte conex?o IP atrav?s de protocolo PPP-HDLC e seja compat?vel com a RFC 1661 (padr?o Internet). A Rede Internet Via EMBRATEL foi projetada e est? sendo constantemente ampliada para garantir o melhor desempenho aos seus Clientes. No entanto, a quest?o do desempenho (throughput) global na Internet ? bastante complexa, sendo afetada por diversos eventos, muitos deles n?o associados diretamente com os servi?os de rede. Entre a origem e o destino do tr?fego na Internet, muitas redes s?o utilizadas, com diversas tecnologias de transporte (sat?lite, fibras ?ticas, etc.) e capacidades de banda. Assim sendo, a EMBRATEL garante apenas a banda dispon?vel no circuito de acesso (levando-se em conta a tecnologia de transporte utilizada) e o desempenho da conex?o entre o Cliente e a sua porta de entrada na Rede Internet Via EMBRATEL. A interliga??o do backbone da EMBRATEL ? Internet mundial ? efetivada por meio de circuitos de comunica??o de dados internacionais utilizando meios de comunica??o distintos - sat?lite e cabo submarino em fibra ?ptica, garantindo maior disponibilidade e confiabilidade. O roteamento do tr?fego nesses circuitos segue o estabelecido pelos an?ncios feitos atrav?s do protocolo BGP-4. As rotas internacionais s?o definidas dinamicamente. As conex?es internacionais interligam diretamente ?s redes Internet da: Internet mundial - Teleglobe ? Canad? - Cable & Wireless, Sprint e UUNET ? EUA Europa - France Telecom - Fran?a - Radio Marconi ? Portugal Mercosul - Telintar Sul e Telintar Norte - Argentina - Antel - Uruguai A seguir, s?o apresentados figuras dos mapas do backbone EMBRATEL na interliga??o com a Internet mundial (Figura 1.1) e na interliga??o com outros centros de roteamento dentro do Brasil (Figura 1.2). Figura 1.1 ? Centros de Roteamento no Brasil Figura 1.2 ? Interliga??o do Backbone EMBRATEL com a Internet Mundial Na tabela apresentada a seguir ? apresentada a distribui??o dos circuitos internacionais do backbone EMBRATEL Internet. Origem Destino Via Fibra ?tica Via Sat?lite Sprint / EUA 2x 2Mbps C&W / EUA 6x 2Mbps Teleglobe / Canad? 2x 34Mbps Argentina Norte 128Kbps Sul 512Kbps Rio de Janeiro Uruguai 1x 128Kbps Fran?a 1x 512Kbps Portugal 1x 1.5Mbps C&W / EUA 6x 2Mbps Sprint / EUA 2x 2Mbps UUNET / EUA 1x 16Mbps 4x 34Mbps S?o Paulo Teleglobe / Canad? 2x 34Mbps 1.5 O QUE UM PROVEDOR PODE OFERECER? Para iniciar o trabalho com um provedor de acessos ? necess?rio requisitar da Embratel um canal (link) de dados. Esse link possui uma velocidade (256 Kbps, 1 Mbps, 2 Mbps, 4 Mbps), ? ?bvio que quanto maior o link maior ser? o custo de aluguel, que diga-se de passagem, o provedor paga uma quantia mensal pelo aluguel do canal de dados (os menores links variam na faixa de R$ 1500,00 ? R$ 2.500,00). Assim ? feita a conex?o do provedor com a Embratel. Para que possa receber usu?rios ? necess?rio que o provedor distribua endere?os IP para os mesmos, quando estiverem conectados. Atualmente os provedores requisitam 128 endere?os IP de cada vez. O provedor necessita ainda de um ou mais roteador(es), al?m de linhas telef?nicas para receber as requisi??es dos usu?rios, geralmente s?o colocados 10 usu?rios por linha. Juntamente com essas linhas telef?nicas existem modems para transferir as requisi??es dos usu?rios para dentro do servidor do provedor. Esse servidor geralmente ? uma m?quina potente com capacidade consider?vel de mem?ria RAM e HD. A fun??o desse servidor dentre outras ? a de verificar o nome de usu?rio e a senha, quando um cliente tenta fazer o acesso ? Internet. Veja abaixo mais informa??es sobre o que um provedor tem que ter para funcionar. 1.5.1 SERVI?OS B?SICOS - IP Discado Permite o acesso ? Internet via modems conectados em linhas telef?nicas anal?gicas ou digitais, com velocidades determinadas pelo tipo de tecnologia, que pode ser V.34 (28.8Kbps), V.34+ (33.6Kbps) ou V.90 (56Kbps). - IP Dedicado Destinado a empresas que desejam uma conex?o dedicada ? Internet 24 horas por dia, com velocidades variando entre 19,2Kbps a 2Mbps. - Hospedagem de Home-Pages Para usu?rios e empresas que desejam marcar sua presen?a na Internet atrav?s de uma home-page. O ISP criar? um diret?rio no qual s?o armazenados os arquivos que comp?em as p?ginas. Este mesmo diret?rio poder? ser acessado direta e somente pelo cliente para manuten??o. Normalmente a cota de espa?o cedido varia entre 100KBytes a 5MBytes por conta. - E-mail S?o servi?os que permitem a troca de mensagens entre usu?rios atrav?s da Internet. S?o os servi?os de maior alcance da Internet , pois permitem a troca de mensagens tanto com usu?rios de outras redes de servi?os como com usu?rios de redes corporativas n?o totalmente interligadas ? Internet. O funcionamento desses servi?os tem como base um endere?o conhecido como ?e-mail address? ou endere?o de correio eletr?nico, cujo formato ? nickname@dominio, onde nickname representa o identificado de uma caixa postal para recebimento de mensagens e dom?nio representa o nome do dom?nio do equipamento que pode localizar essa caixa postal. 1.5.2 SERVI?OS INTERMEDI?RIOS - Servidor FTP O servi?o FTP (File Transfer Protocol) ? o servi?o padr?o da Internet para a transfer?ncia de arquivos entre computadores. A partir dele usu?rios podem obter ou enviar arquivos de ou para outros computadores da Internet. - Desenvolvimento de Web-Sites O desenvolvimento das p?ginas pode ser realizado pela pr?prio provedor. Isto requer uma equipe de cria??o espec?fica e agregada ao provedor. H? tamb?m a possibilidade de realizar parcerias entre as webprodutoras j? existentes no mercado. Veja na Rela??o de Produtos e Servi?os endere?os de diversas produtoras de sites. - Servidor Proxy Servidor espec?fico que arquiva periodicamente as p?ginas mais acessadas pelos usu?rios do provedor, acelerando assim a navega??o dos usu?rios e economizando o roteamento do link Internet. - Salas de Chat O brasileiro fala demais, e na Internet n?o ? diferente. Sem precisar instalar software adicionais, as salas de chats s?o o ponto de encontros para os usu?rios conversarem com outros internautas em salas tem?ticas criadas pelo provedor, estimulando assim seu constante acesso. - IRC O IRC (Internet Relay Chat) ? um tipo de bate-papo semelhante ?s salas de chat, por?m utilizando um programa cliente pr?prio. Um servidor IRC possibilita a hospedagem e gerenciamento das mensagens emitidas em tempo real pelos seus participantes. 1.5.3 SERVI?OS DIFERENCIADOS - Mirror de sites para download de software Um "Mirror Server" ? um servidor-espelho de um site que oferece um grande n?mero de arquivos para download, tornando mais r?pido a transfer?ncia de programas indispens?veis para o internauta e aliviando a largura de banda do provedor. - WebMail Permite a visualiza??o de e-mails pela web, em qualquer parte do mundo, sem necessidade de configura??o ou instala??o de novos programas no computador em utiliza??o. - PhoneMailP ossibilita o usu?rio ouvir pelo telefone informa??es sobre a sua caixa postal: quantidade de e-mails, t?tulo e conte?do de cada um deles. - FaxMail Servi?o que permite ao usu?rio receber uma c?pia dos e-mails que chegam em sua caixa postal em um n?mero de fax previamente determinado. 2 DOM?NIOS E ENDERE?OS IP 2.1 OS DOM?NIOS NA INTERNET Dom?nio ? a denomina??o que se fornece a um site para localizar e identificar conjuntos de computadores na Internet. O nome de dom?nio foi concebido com o objetivo de facilitar a memoriza??o dos endere?os de computadores na Internet. Sem ele, ter?amos que memorizar uma sequ?ncia grande de n?meros os IP?s. Os dom?nios foram criados para servir qualquer entidade legalmente estabelecida no Brasil como pessoa jur?dica (institui??es) ou f?sica (Profissionais Liberais e pessoas f?sicas) que possua um contato em territ?rio nacional. Na Internet, os dom?nios que n?o est?o registrados, m?o podem ser encontrados. No Brasil, os registros de dom?nios que possuem .br para serem encontrados. Todos os dom?nios na Internet com extens?o .BR s?o registrados, exclusivamente, no Registro br. Esses registros de dom?nios n?o podem ser estabelecidos com nenhuma forma de reserva, s?o prerrogativas exclusivas do Comit? Gestor, de acordo com a regulamenta??o vigente.
Configura??o e distribui??o interna de softwares aplicativos (WWW, FTP, Telnet, etc); ? Defini??o e capacita??o da equipe de administra??o e suporte de rede; ? Defini??o de esquemas para manuten??o dos equipamentos e programas; 2.7.4 Requisitos de Hardware e Software As configura??es de redes LAN ou WAN podem variar bastante, por?m os equipamentos basicamente empregados na montagem de um n? Internet t?pico e para sua conex?o dedicada com a Rede Internet via EMBRATEL s?o: ? Roteador ou workstation com fun??es de roteamento; ? Circuito de acesso ? porta de entrada da Rede Internet Via EMBRATEL; ? Cabos para interliga??o do roteador ao circuito de acesso (CSU/DSU); ? Infra-estrutura de rede TCP/IP (LAN ou WAN); ? Esta??es servidoras de recursos Internet; ? Esta??es clientes (micros ou terminais); ? Em termos de software, um n? Internet t?pico usualmente exige: ? Protocolo TCP/IP; ? Servidor de DNS - Domain Name System; ? Servidor de E-mail; ? Servidor de FTP - File Transfer Protocol; ? Servidor de Newsgroups; ? Servidor de WWW; ? Softwares aplicativos para esta??es clientes; 2.7.5 Estrutura de Custos do Servi?o IP Direto A estrutura de custos do servi?o IP Direto composta pelos seguintes itens: Taxa de instala??o: Pagamento ?nico, cobrado no primeiro m?s de presta??o do servi?o, que inclui servi?o de configura??o inicial de conectividade IP, testes de ativa??o, verifica??o da configura??o de DNS secund?rio e cadastramento de nome de dom?nio Internet. Assinatura mensal: Pagamento mensal fixo, referente ? assinatura do servi?o, sem limites de utiliza??o, seja por tempo ou volume. O valor deve ser pago integralmente, independentemente do n?vel de utilizac?o. Mudan?a de Configura??o de Conex?o de Porta IP: Pagamento ?nico, cobrado no m?s da mudan?a de configura??o de Conectividade de Porta IP. Alimenta??o de Newsgroups (opcional): Pagamento mensal fixo, referente ? alimenta??o de newsgroups. O pedido para contrata??o de news feed pode ser feito atrav?s do preenchimento de formul?rio espec?fico. Custos de acesso: Os custos de comunica??o relativos aos meios de acesso utilizados para a conex?o da rede do Cliente com a Rede Internet Via EMBRATEL n?o est?o inclu?dos nos pre?os acima e devem ser avaliados caso a caso, assim como aqueles comtemplados com o Decreto 1.589, de 10 de agosto de 1995, regulamentado pela Portaria Interministerial no. 166/foinscierscturiittoamedneteaacceasds?omicnoass t?cmondeexs?ceosntoIndteern50e%t. nEasstet9a6rd,ifeaassscpoenrnattotiidcaasddeeassapcpolaicrmaa exclusivamente ao circuito de acesso e n?o ? porta Internet. Para fazer jus a este desconto, a entidade deve se dirigir aos Minist?rios da Ci?ncia e Tecnologia ou das Comunica??es para requerer o benef?cio. Uma vez aprovada a cess?o do benef?cio, a entidade deve apresentar ? Embratel c?pia autenticada da portaria de qualifica??o, publicada no DOU - Di?rio Oficial da Uni?o. 2.8 IP DISCADO Usando um software TCP/IP no computador e com uma senha de acesso ao servi?o IP Discado, ? poss?vel se transformar em parte integrante da Internet, com acesso completo a todos os seus recursos enquanto durar a conex?o telef?nica ao n? da EMBRATEL. Isto significa que podem ser aproveitadas todas as vantagens das interfaces gr?ficas das aplica??es como WWW e outras. Uma grande quantidade de software comercial ou de dom?nio p?blico est? dispon?vel para este tipo de acesso, sendo que alguns deles poder?o ser recuperados da pr?pria biblioteca de arquivos da EMBRATEL (facilidade ainda n?o dispon?vel). O software TCP/IP exige, inicialmente, um esfor?o de configura??o que pode ser um pouco complicado para aqueles que n?o est?o familiarizados com a Internet. O servi?o IP Discado possibilita a plena conex?o de seu computador ? Internet. Todas as facilidades da Internet s?o colocadas ? sua disposi??o: Telnet, FTP, World Wide Web, Gopher, Archie, Usenet news, etc. 2.8.1 Caracter?sticas especiais do Servi?o IP Discado Devem ser destacadas algumas caracter?sticas especiais do servi?o IP Discado que o diferenciam das demais modalidades oferecidas: Conex?o CSLIP ou PPP, com aloca??o din?mica de endere?o IP; Senha definida e alterada pelo pr?prio Cliente; Endere?o de correio eletr?nico; Interface gr?fica; Acesso completo a WWW; Conex?o discada com velocidade at? 28.8 Kbps; 2.8.2 Formas de Acesso ao Servi?o IP Discado O acesso ao servi?o IP Discado se d?, exclusivamente, mediante conex?o discada via linha telef?nica, atrav?s do n?mero nacional 0900 99 2880, para as velocidades at? 28.8 Kbps. O custo da liga??o, que n?o est? inclu?do no pre?o do servi?o IP Discado, ? o de uma liga??o local, se o acesso for feito nas cidades onde h? n? servidor (Rio de Janeiro, S?o Paulo e Bras?lia); e o de uma liga??o DDD para o n? mais pr?ximo, se for feito fora dessas localidades. 2.8.3 Requisitos para o Servi?o IP Discado Para a modalidade de acesso IP Discado, a configura??o m?nima do equipamento deve ser a seguinte: microcomputador tipo 386, com 25MHz de "clock"; mem?ria RAM de 4Mbytes; Windows 3.1; winchester com 20 Mbytes livres; modem (interno ou externo), com velocidade m?nima de 9.600 bps. Outras linhas de equipamentos (MacIntosh, Unix, ...) tamb?m podem ser empregadas para o acesso ? Internet. Maiores informa??es podem ser obtidas juntos os pr?prios fornecedores, clubes de usu?rios ou em publica??es especializadas. 2.8.4 Configura??o do Software de Acesso Uma das etapas mais cr?ticas do uso do servi?o IP Discado ? a correta configura??o do software de acesso. Existem diversos par?metros e defini??es que precisam ser registradas no software para que seja viabilizada a conex?o com o n? servidor Internet. Em fun??o disso, a EMBRATEL elaborou uma tabela com informa??es completas de configura??o que o auxiliam nesta tarefa. Siga as instru??es de instala??o do seu software de acesso e utilize, quando necess?rio, a tabela fornecida abaixo. Name server 200.255.125.211 Netmask 255.255.255.240 POP3 host pop-gw.embratel.net.br SMTP host smtp-gw.embratel.net.br FTP server ftp.embratel.net.br News server news.embratel.net.br Domain name Embratel.net.br Protocolos PPP ou compressed SLIP(Van Jacobson) MTU 296 MSS 256 RWIN 1024 2.8.5 Estrutura de Custos do Servi?o IP Discado A estrutura de custos do servi?o IP Discado ? composta pelos seguintes itens: Taxa de inscri??o: Pagamento ?nico, que inclui servi?o de configura??o e cadastramento de nome Internet ?nico (endere?o de correio eletr?nico), v?lido em todo o mundo. Assinatura mensal: Pagamento mensal fixo, referente a assinatura do servi?o, que d? direito a um certo n?mero de horas de uso no m?s (franquia de utiliza??o). O valor deve ser pago integralmente, independente de utiliza??o. Tempo de conex?o adicional: Pagamento mensal vari?vel, referente ? utiliza??o adicional do servi?o, medido com base no n?mero de minutos de conex?o que excederem ? franquia. Aten??o: Os custos de comunica??o relativos aos meios de acesso utilizados para a conex?o com o servi?o IP Discado n?o est?o inclu?dos nos pre?os acima. Para conex?es discadas via rede telef?nica, os custos de acesso ser?o pagos diretamente ? operadora regional de telefonia, de acordo com as tarifas em vigor. 2.8.6 Condi??es de Presta??o do Servi?o IP Discado O servi?o IP Discado estar? dispon?vel 24 (vinte e quatro) horas por dia, 7 (sete) dias por semana, podendo haver interrup??es ou suspens?es de natureza t?cnica / operacional, hip?teses nas quais haver?, sempre que poss?vel, informa??o pr?via ao Cliente. A EMBRATEL reserva-se o direito de suspender ou alterar, a seu exclusivo crit?rio, qualquer facilidade oferecida ao Cliente, mediante informa??o pr?via. N?o ? permitido, ao Cliente, efetuar conex?es simult?neas utilizando o mesmo c?digo de assinante e a mesma senha privativa de acesso ao servi?o. 2.9 PORTAS E SOCKETS Em uma rede TCP/IP, os dados v?o de uma porta no computador emissor para uma porta no computador receptor. Uma porta ? um endere?o que identifica o aplicativo associado aos dados. O n?mero da porta de origem identifica o aplicativo que envia os dados e o n?mero da porta de destino identifica o aplicativo que recebe os dados. Todas as portas recebem n?meros exclusivos de 16 bits na faixa de 0 a 32767. Atualmente as portas possuem n?meros padronizados. Assim, um computador remoto pode saber qual porta ele deve conectar para obter um determinado servi?o. Por exemplo, todos os servidores que oferecem o servi?o de Telnet o fazem na porta 23, j? os servidores Web utilizam a porta 80. Tipicamente, as portas com n?mero acima de 255 s?o reservadas para uso privado da m?quina local, e abaixo de 255 s?o frequentemente utilizadas por processos. Uma lista das portas mais comumente utilizadas ? listada na tabela abaixo. Os n?meros 0 e 255 s?o reservados. N?mero da porta Nome do Processo Descri??o 1 TCPMUX Multiplexador de servi?o de porta TCP 5 RJE Entrada de tarefas remotas 7 ECHO Echo 9 DISCARD Discagem 11 USERS Usu?rios ativos 13 DAYTIME Hora do dia 17 Quote Parte do dia 19 CHARGEN Caracter generalizado 20 FTP-DATA Protocolo de Tranfer?ncia de Arquivos ? Data 21 FTP Protocolo de Tranfer?ncia de Arquivos ? Controle 23 TELNET Telnet 25 SMTP Protocolo de Transfer?ncia de correio simples 27 NSW-FE NSW 29 MSG-ICP MSG-ICP 31 MSG-AUTH Autentica??o MSG 33 DSP Protocolo de suporte de v?deo 35 Servidores de impress?o privados 37 TIME Hora 39 RLP Protocolo de localiza??o de recursos 41 GRAPHICS Graphics 42 NAMESERV Nome da m?quina servidor 43 NICNAME Quem ? 49 LOGIN Protocolo para entrada na m?quina 53 DOMAIN Nome do servidor de dom?nios 67 BOOTPS Servidor de protocolo bootstrap 68 BOOTPC Cliente do protocolo bootstrap 69 TFTP Protocolo de transfer?ncia de arquivos trivial 79 FINGER Finger 101 HOSTNAME NIC nome do servidor 102 ISO-TSAP ISSO-TSAP 103 X400 X.400 104 X400SND X.400 SND 105 CSNET-NS CSNET Nome do servidor da caixa de correio 109 POP2 Protocolo de envio v2 110 POP3 Protocolo de envio v3 111 RPC Mapa da porta Sun RPC 137 NETBIOS-NS Nome do servi?o NETBIOS 138 NETBIOS-DG Datagrama do servi?o NETBIOS 139 NETBIOS-SS Session do servi?o NETBIOS 146 ISO-TP0 ISO TP0 147 ISO-IP ISO IP 150 SQL-NET SQL NET 153 SGMP SGMP 156 SQLSRV Servi?o SQL 160 SGMP-TRAPS SGMP TRAPS 161 SNMP SNMP 162 SNMTRAP SNMPTRAP 163 SMIP-MANAGE CMIP/TCP Manager 164 CMIP-AGENT CMIP/TCP Agent 165 XNS-Courier Xerox 179 BGP Protocolo de bordar de gateway A combina??o de um endere?o IP com um n?mero de porta ? conhecido como soquete ou socket. Um socket identifica um processo de rede ?nico em termos de Internet. Dois sockets, um no sistema que envia e um no host que recebe, s?o necess?rios para definir uma conex?o em protocolos orientados por conex?o, como ? o TCP. 3 Aspectos de Hardware 3.1 INTRODU??O Ap?s decidir que tipo de acesso o provedor ir? fornecer, qual a infra-estrutura que ser? adotada (quantas linhas discadas, qual a velocidade do link), e se o local onde se pretende montar o provedor de acesso possui infra-estrutura necess?ria. Deve-se estar atento para os recursos de hardware necess?rios. Muitos profissionais, atendem as sugest?es do fabricante do Sistema Operacional, bem como dos fabricantes dos aplicativos utilizados nos servi?os oferecidos pelo provedor. Dessa forma, procurar? adquirir m?quinas e equipamentos que sejam compat?veis com os softwares utilizados. Os equipamentos de rede variam conforme o tamanho do provedor, e tipicamente s?o: ? Roteador: utilizado para conectar o provedor de acesso na Internet, e para conectar a rede dos clientes corporativos ao provedor (atrav?s de linhas dedicadas); ? RAS (Remote Access Server): utilizado para conectar os usu?rios remotos ? rede do provedor. Os PCs dos usu?rios conectam-se ao RAS atrav?s de linhas telef?nicas. O RAS pode ser baseado em m?dulo externo ou em placas multisseriais. RAS baseados em m?dulos externos s?o uma boa op??o por apresentarem alto n?vel de seguran?a na rede (Autentica??o), independ?ncia de hardware e Sistema Operacional, economia da CPU do Servidor e facilidade de instala??o. A solu??o baseada em placa multisserial atende bem a aplica??o ISP e tem a vantagem de ser uma solu??o mais econ?mica para se come?ar um provedor. Para fornecer acesso a velocidades de 56Kbps (V.90) ou a usu?rios que possuam linha ISDN ? necess?rio um tipo especial de RAS, normalmente chamado de "RAS Integrado". Esses equipamentos cont?m os modems digitais integrados (portanto dispensam os modems externos), e s?o conectados ? central telef?nica atrav?s de links E1, tamb?m chamados de E1 Tarif?rico. ? Modems: s?o utilizados para conectar os PCs dos usu?rios ? central telef?nica (na casa do usu?rio), e para conectar as portas do RAS ? central telef?nica. Recomendam-se modems padr?o V.34+ com V.42 bis que suportam velocidades de 33.600 bps na linha telef?nica. Estes modems operam com compress?o de dados (data compression). Lembre-se que para fornecer acesso a velocidades de 56Kbps ou maiores, s?o necess?rios equipamentos do tipo RAS integrado, que dispensam o uso de modems externos. ? Hub: ? um dispositivo utilizado para conectar os equipamentos de uma rede local. O hub concentra as conex?es da rede, por isso tamb?m ? chamado de ? "concentrador". Logicamente ? como se fosse um barramento Ethernet: quando um equipamento envia dados para a rede, o hub recebe os dados e transmite para todos os equipamentos que est?o conectados a ele. ? Switches: s?o dispositivos que "filtram" e retransmitem pacotes de dados entre segmentos da rede. Ao contr?rio dos hubs, que recebem dados de um equipamento e transmitem para todos os equipamentos conectados em suas portas, os switches transmitem os dados apenas para a porta na qual o equipamento destino est? conectado. S?o, portanto, mais inteligentes que os hubs. S?o utilizados em redes grandes, onde h? muito tr?fego, com o objetivo de evitar colis?o de pacotes. ? Modem digital: equipamento que conecta a linha dedicada fornecida pela companhia telef?nica ao equipamento do cliente (normalmente ao roteador). Esse equipamento normalmente ? fornecido pela pr?pria companhia telef?nica e, apesar do nome, difere dos modems citados acima, usados nas linhas discadas, pois as linhas dedicadas de velocidade igual ou superior a 64Kbps normalmente s?o digitais. Existe ainda a op??o de implementa??o da linha dedicada via enlace de r?dio, muito comum em regi?es onde n?o h? disponibilidade de instala??o de linhas dedicadas por meio de cabos ou fibras. Neste caso ? desnecess?rio o uso do modem digital, quando o pr?prio equipamento de r?dio se encarrega da codifica??o dos dados. Para comunica??o de dados alguns requisitos essenciais de servi?os dever?o ser observados: suporte t?cnico na instala??o dos produtos e assist?ncia t?cnica para manuten??o dos mesmos. Estes aspectos merecem aten??o especial na escolha do fornecedor. 3.2 ROTEADORES Roteador ? um equipamento respons?vel pela interliga??o entre redes LAN atuando nas camadas 1, 2 e 3 do modelo ISO / OSI. Usando protocolos de comunica??o standard como o TCP / IP, SPX / IPX, Appletalk, ect, o roteador permite que m?quinas de uma dada rede LAN comuniquem-se com m?quinas de outra rede LAN remota, como se as redes LAN fossem uma s?. O roteador difere da bridge e do gateway, pois: ? A bridge tem, como fun??o, segmentar uma rede LAN em sub-redes LAN?s para diminuir o tr?fego de mensagens na LAN (aumento de performance) e fazer convers?es de padr?es de rede diferentes (por exemplo, permite a liga??o de redes Ethernet com Token-Ring). As bridges diferenciam-se dos repetidores, pois manipulam pacotes ao inv?s de sinais el?tricos. As bridges possuem vantagens sobre os repetidores, pois n?o retransmitem ru?dos, erros, ou frames mal formados. ? O gateway tem, como fun??o, fazer a interliga??o de redes distintas (usando protocolos distintos, com caracter?sticas distintas). Ele atua em todas as camadas ISO/OSI, resolvendo problemas de diferen?a entre as redes que ele interliga, tais como: tamanho dos pacotes que transitam nas redes, forma de endere?amento, temporiza??es, forma de acesso, padr?es de linguagem interna de formato de correio eletr?nicos. ? O roteador tem, como fun??o, decidir por qual caminho deve seguir um dado pacote de dados recebido. Ele atua nas camadas 1, 2 e 3 (modelo ISO / OSI). Atrav?s de uma s?rie de regras como: rodas est?ticas inseridas no roteador, rotas din?micas aprendidas atrav?s de protocolos de roteamento usado entre roteadores (RIP, OSPF, etc), o roteador consegue rotear pacotes de dados por um determinado caminho. 3.2.1 Rotedores Internos e Externos Existem duas op??es de roteadores que s?o usados no mercado com as seguintes caracter?sticas: ? Roteadores internos S?o aqueles formados pela combina??o de placa de comunica??o s?ncrona / ass?ncrona, PC, paca Ethernet e SW de roteamento carregado ou bult-in no S.O do PC. Trata-se de uma solu??o f?cil e at? barata de montar-se, mas de custo/benef?cio question?vel, pois tem-se uma m?quina n?o dedicado para o fim roteamento fazendo o papel do roteador. Desse jeito, a performance fica comprometida j? que a CPU do PC atende ?s fun??es de roteamento e outras inerentes ao S.O . Um outro aspecto ? a depend?ncia com as caracter?sticas t?cnicas do servidor em que reside: tipo de bus e S.O . Se um desses dois componentes mudam (digamos voc? muda o servidor de Intel para PA RISC), ent?o todo o investimento do roteador interno (SW+HW) ? perdido. ? Roteadores externos S?o aqueles formados por HW e SW dedicados ao roteamento, estando concentrados em uma ?caixa? externa. Por ter fun??es exclusivamente voltadas ao roteamento, sua performance atinge ?ndices superiores, justificando at? o custo ligeiramente maior que a dos roteadores internos. O produto nesse casso ? independente da arquitetura de HW/SW do servidor, pois tipicamente estamos falando de liga??o ao servidor via Ethernet e host TCP/IP, ou outro protocolo de comunica??o. 3.2.2 Arquitetura T?pica de Hardware dos roteadores externos Basicamente, os roteadores externos trazem em seu corpo os seguintes componentes de HW com fun??o relacionada: ? M?dulo LAN: para conex?o com rede local ? M?dulo WAN: para conex?o remota com outras redes locais ? M?dulo de processamento: CPU de alta capacidade de processamento ? M?dulo RAM: para armazenar dados vol?teis, dados dinamicamente alterados ? M?dulo FLASH: para armazenar firmware (Kernell e SW de roteamento) ? M?dulo CMOS: para armazenar dados n?o vol?teis (configura??o, por exemplo) ? M?dulo console: para gerenciamento e configura??o do roteador ? M?dulo de temporiza??o do SW de roteamento 3.2.3 Arquitetura T?pica de Software dos roteadores Basicamente, os roteadores trazem em seu corpo os seguintes componentes de SW com relacionada fun??o: TCP/IP Conjunto de protocolos de comunica??o para troca de dados em redes LAN e WAN, criados pelo departamento de defesa dos EUA em 1969. Permite, entre outros, transfer?ncias de arquivos, emula??o de terminal, correio eletr?nico, utiliza??o de WEBs. SPX/IPX Conjunto de protocolos de comunica??o para troca de dados em redes LAN e WAN, criados pela Novell. Permite, entre outros, transfer?ncias de arquivos e correio eletr?nico. RIP Protocolo de roteamento muito usados pelos roteadores para propagarem suas rotas aos demais roteadores. PPP Protocolo s?ncrono/ass?crono WAN para interligar redes LAN remotas. Tem encapsulamento HDLC e permite compress?o de header TCP/IP para aumento de performance no tr?fego de dados. Frame Relay Protocolo s?ncrono WAN usado em redes switched para interligar redes LAN. Tem encapsulamento HDLC e n?o faz uma s?rie de consist?ncias que degradariam a performance no tr?fego de dados, baseando-se, pois, em um meio f?sico de comunica??o confiavel (mais novo que o X.25). X.25 Protocolo s?ncrono WAN usado em redes pacotes como a RENPAC para interligar redes LAN. Tem encapsulamento HDLC e faz uma s?rie de consist?ncias que degradam um pouco a performance no tr?fego de dados, baseando-se, pois, em um meio f?sico de comunica??o n?o confiavel. Ethernet Protocolo s?ncrono LAN para comunica??o de n?s de uma rede. Usa a filosofia de detec??o de colis?es no processo de transmiss?o de dados. N?o faz uma s?rie de consist?ncias que degradariam a performance do tr?fego de dados, baseando-se, pois, em um meio f?sico de comunica??o confiavel. 3.2.4 Aplica??es de Roteadores Os roteadores s?o bem utilizados no meio google e para a comunica??o LAN-to-LAN (como por exemplo, liga??o matriz-filial). No meio Internet / Intranet, o roteador aparece na liga??o do site do provedor (rede local do provedor) ao link Internet, bem como na conex?o do provedor a sub-provedores via LP de dados (especializada), LP de voz (n?o especializada) ou mesmo linha discada. Matriz-filial pode usar a Internet para este fim, usando algum artif?cio de prote??o nas pontas para evitar acesso p?blico, o chamado software de Firewall. Na comunica??o LAN-to-LAN, a matriz pode ser conectada ?s filiais atrav?s do roteador usando LP (dados ou voz) ou mesmo rede de pacotes. Figura 3.1 ? Estrutura de Acesso LAN-to-LAN utilizando roteadores |